quarta-feira, 21 de setembro de 2022

PÁSSAROS DE ASSIS

Bem te vi, beija-flor;

Voando por aí

Beijando alguma flor.

 

Andorinhas andaram espalhando

O que a Juriti jurou não contar;

Que o sabiá soube enfim.

 

Que um tagarela papagaio

Eloquente conta

que o canário além do escopo

De em semente fecundar o fértil veio;

 

Foi à casa número dezoito

Soprar ideias ao ouvido

Do bruxo do Cosme velho.

 

E asseguro-te desocupado leitor;

Que deitou os olhos nestas linhas

Com apreço maior;

Ou ainda quem deu uma breve passada

E ainda assim não entendeu nada.

 

Que há mais mistérios no universo

Entre um bater de asas

E um velho par de botas

Do que possa imaginar nossa vã filosofia.

 

Pois o mundo, segundo um canário

Nada mais é que um espaço infinito e azul

Com um sol por cima.

 

Finjo que sou poeta

David Cassiano Ramos             

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