Você que
aí escuta do ébrio o discurso;
Que em
plena agitação da cidade
Mansamente
segue o seu curso;
Os
poetas, os desavisados
Se
atraem pelo charme do seu curvilíneo andar.
Atento
ouvinte, cuidado com a artimanha
Dessa
miscelânea de mistério e sedução.
Um uivo
ecoa, um pensamento fervilha;
Casais
se recolhem exaustos
Após uma
noite de amor.
E você
vem;
Trazendo
consigo os primeiros raios de sol,
Como
quem nos oferece uma dose de licor;
Assistindo
o agonizar de uma última nota
De uma
recém-extinta serenata.
Não é do
horizonte os teus olhos o temor,
Sim na
plenitude da tela
O tingir
em cores de mais um dia
Sim,
você está exatamente em toda parte;
No
Silêncio da erma esquina
E há
quem goste da sua companhia no exercício da arte.
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